Entronização do quadro de Jesus Misericordioso

Acolhendo solenemente o quadro de Jesus Misericordioso em seu lar

Antigamente era normal encontrar em nossos lares católicos algum sinal visível da sua fé – um quadro dos Sagrados Corações, uma cruz, a imagem de N. Sra. Aparecida e assim por diante. Muitos destes objetos sacros traziam consigo uma longa história, como se fossem uma preciosa herança dos antepassados. Para eles a fé era um valor que valia a pena cultivar e demonstrar, na simplicidade de um gesto ou de um símbolo.

Os tempos mudaram, e hoje em dia muitas famílias católicas já não têm a mesma compreensão e disposição. Muitas deixam os sinais visíveis da sua fé escondidos – no quarto, no guarda-roupa etc., pensando – erradamente – que estariam ofendendo um não-católico que porventura chegasse à sua casa. Os tempos mudaram, mas os valores não! O que é bom merece ser compartilhado, ontem, hoje e sempre!

Todo aquele, portanto, que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos Céus (Mt 10,32). Nos primeiros séculos, os cristãos demonstravam a sua fé no Senhor Jesus através da sua vida, das celebrações, orações e também através da arte – música, pintura, escultura etc. Várias são as pinturas que encontramos nas catacumbas romanas (sécs. I-IV), demonstrando que a nossa fé tem uma dimensão visível.

Quem me viu, viu o Pai, disse Jesus de si mesmo (Jo 14,9). Uma representação artística do Senhor Jesus – pintura, escultura etc. – tem como objetivo nos recordar aquele que “é o mesmo, ontem e hoje” e “para a eternidade” (Hb 13,8), a fim de que a nossa alma, o nosso coração, a nossa existência se voltem mais e mais para Ele! Já dizia por isso S. João Damasceno: “A beleza e a cor das imagens estimulam minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto quanto o espetáculo do campo estimula meu coração a dar glória a Deus” (Imag. 1,27: in Catecismo, n.1162).

O Senhor Jesus se dignou manifestar de um modo extraordinário à Santa Faustina Kowalska (+1938), revelando-lhe a sua imagem como Ressuscitado: “Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que esta imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e, depois, no mundo inteiro”; e em seguida lhe fez uma promessa: “Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte” (Diário, nn. 47s; cf. 327). Em 1995, na igreja do Espírito Santo in Sássia (Roma), Karol Wojtyla rezou diante da imagem de Jesus Misericordioso pela 1ª vez como Papa João Paulo II.Sigamos o exemplo dos santos!

Famílias cristãs do Brasil, vamos acolher em nossos lares o quadro de Jesus Misericordioso! Vamos colocar EM NOSSA SALA PRINCIPAL a imagem daquele que Ressuscitou, e que vem a nós como no final daquele domingo: “Falavam ainda, quando ele próprio se apresentou no meio deles e disse: ‘A paz esteja convosco!’ (...). ´(...) Vede minhas mãos e meus pés: sou eu!” (Lc 24,36-40). Acolhendo a Sua imagem, estaremos declaranado: "JESUS, EU CONFIO EM VÓS! TU ÉS O SENHOR DA MINHA CASA E DA MINHA FAMÍLIA!"

Ajude-nos, caro devoto e apóstolo da Divina Misericórdia, a entronizar em cada lar brasileiro um quadro de Jesus Misericordioso! Estimado Bispo e Presbítero, contamos com a Vossa prestimosa colaboração nesta obra de evangelização!
Para a entronização do quadro, seria oportuna a benção do mesmo por um sacerdote, benção está que está no Ritual de bençãos ( pode-se ainda consultar o nosso Guia da Devoção à Divina Misericórdia, vol. 1). Lembramos a todos que os quadros podem ser entronizados em qualquer dia do ano, mas é oportuno que seja abençoado no Domingo da Misericórdia (2º Domingo da Páscoa), conforme indicação do Diário (n. 49).

 

Fonte: Portal da Divina Misericórdia - www.misericordia.org.br

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